TRATAMENTO AURICULOTERAPIA
Contribuição de Rodolfo Correa Lima
03/12/2007
O emprego da auriculoterapia no tratamento de doenças não é recente. No Nei-Ching, livro que data de 4.000 anos atrás, considerado como a bíblia da acupuntura, está descrito o uso do pavilhão auricular na melhora da síncope.
Outros livros antigos da dinastia Tang e Ming também mencionam o uso de pontos na orelha para o tratamento de diversas enfermidades.
Bem mais recentemente, em 1947, na França, P. Nogier publicou trabalhos nos quais expõe a relação existente entre o pavilhão auricular e o resto do organismo, descrevendo inclusive, as experiências realizadas com clientes e ótimos resultado obtidos. Observando os povos do mediterrâneo, que tinham por hábito o uso de pequenas cauterizações na orelha para o tratamento de várias moléstias, Nogier conseguiu descobrir uma série de pontos curativos. Estudando-os, chegou então, a estabelecer uma ligação entre a posição destes no pavilhão auricular e aquela ocupada pelo feto pouco antes do nascimento colaborando de modo significativo para a evolução da auriculoterapia.
Atualmente, extensas pesquisas têm sido desenvolvidas nas escolas de Nanking e Shangai. Estes estudos enfatizam a importância da relação neurofisiológica da orelha, conhecendo-se hodiernamente mais de duzentos pontos empregados no tratamento de várias moléstias e na terapia das intoxicações por drogas, fumo e álcool.
A despeito da eficiência da auriculoterapia, o que a faz tão difundida na atualidade são, em parte, as vantagens que apresenta, pois constitui um tratamento rápido, teoricamente simples, de fácil aprendizado, econômico, prático e destituído de efeitos colaterais.
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